


Tradição Marcial
Entre a prática e o diálogo, um caminho para desenvolver clareza, presença e capacidade de agir diante do que a vida apresenta.
May 22, 2018 by Letizia Biafore
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Jun 9, 2018 by Delinda Cammarata
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Sobre a Proposta
De um lado, a prática do Ving Tsun Kung Fu, que desenvolve percepção a partir do corpo, do contato e da experiência direta. De outro, o diálogo, que amplia a forma de compreender o ser humano ao atravessar diferentes perspectivas.
A proposta não é acumular conhecimento, mas refinar a forma de perceber —e, a partir disso, responder melhor às situações que se apresentam.
A ação nasce da leitura da situação.
O Contexto
O que se apresenta diante de nós é cada vez mais o inesperado. Situações mudam, contextos se transformam, e aquilo que antes parecia previsível deixa de ser.
Nesse cenário, agir rápido nem sempre significa agir bem. E buscar antecipar tudo não garante melhores decisões.
O que passa a fazer diferença é a capacidade de perceber o que está acontecendo e responder a partir disso.
Eficácia não é Controle
Mas há outra forma de compreender a eficácia.
Como mostra o sinólogo François Jullien, ao estudar o pensamento chinês —base cultural de uma civilização que historicamente aprendeu a lidar com mudança, continuidade e transformação — a eficácia não está em impor uma ação sobre a realidade, mas em extrair da própria situação o seu potencial.
Em vez de forçar um resultado, observa-se o contexto, identifica-se o que já está em movimento e atua-se a partir disso.
→ Eficácia não é dominar a situação. É saber aproveitar o que ela oferece.
Washington Fonseca
KUNG FU
Uma prática que se desenvolve no corpo e se revela na forma de agir.
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OS DOIS CAMINHOS
Kung Fu
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Quem é
Washington Fonseca
Aos 17 anos, deixou o Piauí e se mudou para São Paulo com um objetivo claro: estudar artes marciais dentro de uma linhagem tradicional.
O que começou como prática se transformou, ao longo dos anos, em um caminho de aprofundamento na forma de perceber, agir e viver.
→ O caminho começou na prática. A compreensão veio com o tempo.
Desde 1997, desenvolve sua prática no Sistema Ving Tsun sob a orientação do Grão-Mestre Leo Imamura.
Em 2000, realizou a cerimônia de discipulado com o Patriarca Moy Yat, discípulo direto de Ip Man, que também foi mestre de Bruce Lee.
Essa formação representa a continuidade de um sistema que se transmite pela experiência e pela responsabilidade.
→ Tradição não é repetição. É continuidade viva.
Não se trata de escolher entre pensar ou agir.
Mas de sustentar os dois com consistência.
→ Viver bem exige coerência entre o que se vê, o que se entende e o que se faz.